PicoWines
A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, mais recentemente designada de Picowines, foi fundada em 1949, pelo esforço de alguns produtores, ao tentar recuperar as castas nobres e a cultura da vinha em curral de pedra, o que constitui, hoje, uma paisagem de 987 hectares, classificada como Património Mundial, pela UNESCO, desde 2004.
Inicialmente construída com o intuito de vinificar um vinho licoroso branco, desde cedo teve necessidade de proceder, também, à vinificação de castas americanas, designadas “Híbridos Produtores Diretos”, das quais se obtém o conhecido “vinho de cheiro” ou “morangueiro”, no caso de Portugal Continental.
Situada na vila da Madalena, iniciou a sua produção em 1961, com cerca de 50 associados, e um total de 36 toneladas de castas tradicionais brancas, nomeadamente o Arinto dos Açores, o Verdelho e o Terrantez do Pico. Atualmente, a cooperativa resulta da união de 250 associados que todos os anos entregam a sua uva, com a melhor qualidade, a fim de vinificar os mais variados vinhos.
Após o ciclo de reconversão das vinhas, que se verificou na década de 90, introduziram-se novas castas, dando origem às mais recentes marcas da Picowines.
Aqui, as uvas apanhadas à mão, nas vinhas rochosas, permitem preservar a cultura autêntica que recorreu a singelas e frágeis paredes de pedra de basalto para proteger as vinhas das condições climatéricas. Posteriormente, são trabalhadas por modernos equipamentos que permitem a vinificação de meio milhão de litros, subdivididos em vinhos brancos, vinho rosé, vinhos tintos, vinhos licorosos fortificados, vinhos espumosos e uma gama variada de aguardentes e licores.