Quinta da Alorna
A Quinta da Alorna nasceu em 1723 e recebeu o nome de D. Pedro de Almeida, I Marquês de Alorna, que conquistou a praça-forte de Alorna na Índia. Na margem do Tejo, perto de Santarém, com a entrada marcada por uma rara bela-sombra, tem 2.800 hectares e destaca-se pelos seus vinhos e pelos seus espaços naturais, com uma atividade guiada pela sustentabilidade, a responsabilidade social e a conservação da natureza.
A Sociedade Agrícola da Alorna nasceu em 1915, após a morte da Condessa da Junqueira, que não teve descendência. Em 1918 a propriedade foi comprada por novos sócios, entre os quais o Dr. Manuel Caroça, que depressa se tornou único dono. A filha, Fernanda Caroça, casou com o Prof. Doutor Fausto Lopo de Carvalho, médico pneumologista contemporâneo de Egas Moniz, que devolveu à Quinta a prosperidade de outros tempos.
Após 1945 a propriedade passou a ser gerida pela filha, pelo genro e pelos netos. Depois do 25 de Abril, a determinação dos trabalhadores foi decisiva para que a Quinta não fosse ocupada, numa casa que se orgulhava de uma política social avançada para a época: casas novas para os trabalhadores, um médico para todos e a capela aberta.
Hoje a Quinta da Alorna é gerida pela quarta e quinta gerações da família Lopo de Carvalho, através da Sociedade Agrícola da Alorna, com as atividades agrícola e florestal, e da Quinta da Alorna Vinhos, que produz e comercializa os vinhos e gere a Loja e o Palácio da Quinta.
Uma casa orgulhosa da sua tradição, da sua história e dos seus produtos. Uma história cheia de histórias, ou não fosse a Marquesa de Alorna uma admirável contadora de histórias.