Palácio da Brejoeira
O Palácio da Brejoeira, edifício de estilo neoclássico com influência barroca, foi mandado construir no início do século XIX, por Luís Pereira Velho de Moscoso, Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, entre outras funções honrosas no seio da comunidade Monçanense. Este mandou edificar o Palácio da Brejoeira, numa antiga quinta de família chamada Quinta do Vale da Rosa.
Embora a maioria dos dados da época indiquem que a construção do Palácio da Brejoeira terá tido início em 1806, como é o caso de José Augusto Vieira, no seu livro “Minho Pitoresco”, os registos de 1850 do Padre Câmara apontam que a construção terá sido iniciada em 1805 e concluída em 1834, “com enormes despesas as quase, atendendo à barateza da mão-de-obra na província do Minho, que por ventura de pode reputar pela terça parte da de Lisboa, a barateza dos materiais de construção e maior zelo no trabalho, talvez não orçassem em menos de 400contos” (Câmara, 1850).
O Palácio da Brejoeira foi construído em granito, em forma de L, com três torreões. No exterior coexistiam espaços verdes e a agricultura, aproveitando a abundância de água e a fertilidade do terreno.
Em 1937, o palácio foi mais uma vez vendido, sendo adquirido pelo Comendador Francisco de Oliveira Paes para o oferecer a sua filha Maria Hermínia Silva d’Oliveira Paes, nascida em 1918. Foi esta quem reestruturou a propriedade e procedeu à plantação e comercialização do prestigiado vinho da casta Alvarinho, “PALÁCIO DA BREJOEIRA”.
A Brejoeira sempre produziu vinho, embora sem a importância que assumiu a partir de 1976, altura em que foi lançada a marca “PALÁCIO DA BREJOEIRA”.
Antes da instalação da vinha de Alvarinho, o vinho era destinado ao consumo familiar ou vendido a granel para pequenas mercearias, com as castas Bracelho, Pedral e Negrão (Vinhão).
Em 1964, a Senhora Dona Maria Hermínia d’Oliveira Paes procurou o Engenheiro João Simões de Vasconcelos, com quem se aconselhou, iniciando nesse ano, com a assessoria deste na vinicultura, a plantação dos primeiros hectares de vinho Alvarinho. Contou mais tarde com o apoio do Engenheiro Agrónomo Amândio Galhano, na enologia.
Já em 1974, a Senhora Dona Maria Hermínia d’Oliveira Paes construiu uma adega com todas as condições necessárias para a produção de vinho Alvarinho e dois anos mais tarde, em 1976, o seu sonho é realizado: é lançado o “PALÁCIO DA BREJOEIRA” Alvarinho, engarrafado na origem.
Maria Hermínia d’Oliveira Paes residiu na área privada do palácio até à data do seu falecimento, que ocorreu a 30 de dezembro de 2015.